Alguns dias após o debate, fizemos uma releitura e algumas ponderações em relação aos apontamentos daquele dia. Consideramos importante ressaltar alguns aspectos da nossa política, responder algumas perguntas que por um motivo ou outro não foram bem salientadas, ou que não puderam ser feitas por uma questão de tempo mesmo.
Mais esclarecimentos serão postados, e seria excelente que vocês comentassem com as dúvidas, críticas e opiniões. Assim podemos deixar o mínimo de lacunas possível.
Sobre a redução de vagas:
Primeiramente, é importante ressaltar que se trata de uma questão muito delicada, com várias implicações a serem cogitadas, e ela com certeza não conseguirá ser totalmente abarcada aqui.
No entanto, acreditamos que como premissa para a melhoria da qualidade do curso a redução de vagas não se aplica. No entanto, é pedagogicamente mais proveitoso haver menos estudantes em sala de aula, o que permite que o professor trabalhe melhor as particularidades de cada um, corrija em tempo e com qualidade todas as avaliações e trabalhos, contemple os estudantes na questão de orientação à pesquisa.
Por outro lado, há que se pensar se a redução de 100 para 80 alunos, mudaria significativamente a qualidade do ensino... então será que vale a pena restringir ainda mais a quantidade de pessoas que entram na universidade? Quando falamos de redução de vagas estamos afetando também aqueles que ainda nem passaram pelo vestibular.
Outro ponto: não perceber a redução de vagas como solução não quer dizer que estejamos propondo o aumento de vagas. Temos que ser realistas, calcular o número de professores contratados, disponibilidade deles para orientar pesquisa e extensão e ainda estarem disponívies para as aulas na Graduação. Temos que pensar na verba que o curso dispõe, no espaço físico e nas condições do mercado.
Em relação ao movimento estudantil:
É inegável que enquanto discentes de uma universidade prioritariamente pública que almejam um maior espaço em um Centro prioritariamente Acadêmico, fazemos parte deste movimento. Infeliz e erroneamente, muitas pessoas segregam o grupo de discentes a que tomam parte, do grupo maior que é o próprio grupo estudantil - se o termo facilita a compreensão. E isto ocorre devido ao fato de vários setores do que é o movimento estudantil ser hoje composto por uma cadeia de influências externo-partidárias, as quais de fato, não concordamos. E por este motivo, encaramos com sincera relevância os meios que nesse ramo nos competem, o que significa dizer que estamos engajados em uma idéia organizacional do corpo estudantil, acreditando que este possa ser visto sob uma nova ótica a partir de espaços que pudermos usufruir.
Em relação ao nosso projeto de organizar eventos junto aos grupos de extensão da FHDSS:
Imbuídos do compromisso de sermos parte intrínseca da universidade pública em um campus de heterogeneidades que nos são favoráveis, ansiamos ouvir propostas, encaminhar pensamentos e, principalmente, encontrar uma forma de trabalhar em conjunto com os grupos nos vários aspectos destes, como uma forma não de omitir diferenças no que tange aos objetivos dos discentes de Relações Internacionais, mas sim como forma de conciliar um aprendizado mútuo entre as partes que conseguirmos congregar.
Neste anuênio de 2009, rompendo tradições, a FHDSS não realizou a festa junina. Esta, para quem não conheceu o que ela atinge, é um evento organizado por todos os cursos, grupos, idéias e vontades do nosso campus. É prejuízo para todos pensarmos na hipótese de que este rompimento possa vir a ser nossa nova tradição, bem como acreditar que não há outros eventos em nível cultural ou científico-acadêmico que possamos realizar em conjunto.
A aproximação da entidade CARI com os demais Representantes Discentes:
Tal preocupação é componente de uma crença do grupo Viva Voz que o CARI também faz parte do que se denomina representação discente, e o trabalho em blocos destes RDs somente segrega objetivos e reduz a potencialidade dos mesmos.
Para tal, além da imprensa, à qual atribuímos um caráter de indispensável, pretendemos, de imediato, organizar um banco de dados com os dados de todos os Representantes Discentes do campus, como forma de facilitar o contato com os mesmos. Tais contatos servirão para que organizemos semanal, quinzenal ou mensalmente - a depender das prioridades e da disponibilidade dos RDs - reuniões representativas temáticas, ou seja, com temas-foco das principais situações pendentes em nosso novo campus e suas implicações para com a sociedade. Assim a representação pode ser de fato mais afinada com o que os estudantes desejam e pensam.
Mais esclarecimentos serão postados, e seria excelente que vocês comentassem com as dúvidas, críticas e opiniões. Assim podemos deixar o mínimo de lacunas possível.
Sobre a redução de vagas:
Primeiramente, é importante ressaltar que se trata de uma questão muito delicada, com várias implicações a serem cogitadas, e ela com certeza não conseguirá ser totalmente abarcada aqui.
No entanto, acreditamos que como premissa para a melhoria da qualidade do curso a redução de vagas não se aplica. No entanto, é pedagogicamente mais proveitoso haver menos estudantes em sala de aula, o que permite que o professor trabalhe melhor as particularidades de cada um, corrija em tempo e com qualidade todas as avaliações e trabalhos, contemple os estudantes na questão de orientação à pesquisa.
Por outro lado, há que se pensar se a redução de 100 para 80 alunos, mudaria significativamente a qualidade do ensino... então será que vale a pena restringir ainda mais a quantidade de pessoas que entram na universidade? Quando falamos de redução de vagas estamos afetando também aqueles que ainda nem passaram pelo vestibular.
Outro ponto: não perceber a redução de vagas como solução não quer dizer que estejamos propondo o aumento de vagas. Temos que ser realistas, calcular o número de professores contratados, disponibilidade deles para orientar pesquisa e extensão e ainda estarem disponívies para as aulas na Graduação. Temos que pensar na verba que o curso dispõe, no espaço físico e nas condições do mercado.
Em relação ao movimento estudantil:
É inegável que enquanto discentes de uma universidade prioritariamente pública que almejam um maior espaço em um Centro prioritariamente Acadêmico, fazemos parte deste movimento. Infeliz e erroneamente, muitas pessoas segregam o grupo de discentes a que tomam parte, do grupo maior que é o próprio grupo estudantil - se o termo facilita a compreensão. E isto ocorre devido ao fato de vários setores do que é o movimento estudantil ser hoje composto por uma cadeia de influências externo-partidárias, as quais de fato, não concordamos. E por este motivo, encaramos com sincera relevância os meios que nesse ramo nos competem, o que significa dizer que estamos engajados em uma idéia organizacional do corpo estudantil, acreditando que este possa ser visto sob uma nova ótica a partir de espaços que pudermos usufruir.
Em relação ao nosso projeto de organizar eventos junto aos grupos de extensão da FHDSS:
Imbuídos do compromisso de sermos parte intrínseca da universidade pública em um campus de heterogeneidades que nos são favoráveis, ansiamos ouvir propostas, encaminhar pensamentos e, principalmente, encontrar uma forma de trabalhar em conjunto com os grupos nos vários aspectos destes, como uma forma não de omitir diferenças no que tange aos objetivos dos discentes de Relações Internacionais, mas sim como forma de conciliar um aprendizado mútuo entre as partes que conseguirmos congregar.
Neste anuênio de 2009, rompendo tradições, a FHDSS não realizou a festa junina. Esta, para quem não conheceu o que ela atinge, é um evento organizado por todos os cursos, grupos, idéias e vontades do nosso campus. É prejuízo para todos pensarmos na hipótese de que este rompimento possa vir a ser nossa nova tradição, bem como acreditar que não há outros eventos em nível cultural ou científico-acadêmico que possamos realizar em conjunto.
A aproximação da entidade CARI com os demais Representantes Discentes:
Tal preocupação é componente de uma crença do grupo Viva Voz que o CARI também faz parte do que se denomina representação discente, e o trabalho em blocos destes RDs somente segrega objetivos e reduz a potencialidade dos mesmos.
Para tal, além da imprensa, à qual atribuímos um caráter de indispensável, pretendemos, de imediato, organizar um banco de dados com os dados de todos os Representantes Discentes do campus, como forma de facilitar o contato com os mesmos. Tais contatos servirão para que organizemos semanal, quinzenal ou mensalmente - a depender das prioridades e da disponibilidade dos RDs - reuniões representativas temáticas, ou seja, com temas-foco das principais situações pendentes em nosso novo campus e suas implicações para com a sociedade. Assim a representação pode ser de fato mais afinada com o que os estudantes desejam e pensam.
2 comentários da minha experiência pessoal:
ResponderExcluirRedução de vagas: Por favor, galera, não vamos ficar em cima do muro! Na minha opinião: redução nem pensar! Faculdade pública é serviço público - direito adquirido! Não cabe fechar vagas em faculdade pública assim como é absurdo fechar leitos de hospital! A precarização de trabalho do professor e das más condições da universidade não serão sanadas com redução de vagas, pois elas são parte de um grande processo de precarização em curso em toda a sociedade (eu que saí do mundinho da faculdade to experimentando isso...) O buraco é mais embaixo galera...
Representantes discentes: claro que o CARI tem que estar aberto aos RDS e fazer de tudo para aproximá-los dos alunos e vice-e-versa. Mas na hora H o que prevalece é a responsábilidade, comprometimento e ética do RD (pequeno desabafo dos meus anos de RD de depto, congregação e conselho de curso).