Viva Voz
A universidade publica é um organismo vivo e dinâmico, que produz e se reproduz em seus diversos braços. A Unesp tem nesse contexto um papel crucial que nos remete ao seu projeto primeiro, que é a multilocalidade de seus campi para que, embasada no tripé ensino-pesquisa-extensão, todo o estado de São Paulo fosse desenvolvido pela atuação da universidade. Nós, unespianos, temos uma proposta diferenciada das outras universidades publicas no que tange a atuação em relação a sociedade. Essa relação é direta, cara a cara. Arcamos com a responsabilidade para com a sociedade de estarmos em uma universidade pública, e essa dívida parece ter maior peso em nossa universidade, justamente pela sua proposta inicial. Mais que isso, é uma universidade pública que não se aloca numa capital, mas sim numa cidade que tem necessidades a serem supridas e potencial para se desenvolver ainda mais. Na medida em que produzimos conhecimento, não há sentido para mantê-lo enclausurado. Está aqui a responsabilidade: de buscar o fomento do tripé da universidade publica. É preciso ter a consciência de que não estamos dissociados da realidade que ocorre além dos muros da Unesp, e é nesses preceitos que elaboramos nossa carta proposta à eleição para diretoria do Centro Acadêmico de Relações Internacionais “João Cabral de Melo Neto”.
Entendemos que o Centro Acadêmico de Relações Internacionais deve atuar como uma caixa de ressonância para as diversas vozes e ânimos dos alunos, para que assim possamos representá-los com efetividade e dignidade. Temos a consciência de que fazemos parte desse organismo vivo e dinâmico e entendemos como esse organismo funciona. É preciso criar vias de comunicação mais acessíveis aos alunos e nossas propostas baseiam-se neste contato, que deve ser de mão dupla. Para isto, elaboramos um Plano de Ação para a Coordenadoria de Imprensa. O grande propósito por trás de todos esses meios de comunicação entre o CA e os alunos é para que estes entendam que, de acordo com o próprio estatuto do CARI, eles são membros efetivos desse órgão, e assim tenham o sentimento de pertencimento e responsabilidade para com o curso e com os rumos que ele toma, ressaltando assim a horizontalidade entre os alunos e os membros do CARI. Esses meios de comunicação serão como os nervos de um corpo vivo, para que aonde haja desconforto, ele seja detectado pelo órgão representativo dos estudantes e analisado, nas perspectivas apresentadas, compreendido, e finalmente correspondido em ações coerentes. A Coordenadoria de Imprensa do CARI terá papel de suma importância nesse contexto de detectar quais são as deficiências do curso, pois ele atuaria como a voz dos alunos, tendo sua legitimidade garantida pelos diversos meios de comunicação e interação entre os estudantes e o CARI.
O Centro Acadêmico sendo o centro nevrálgico de todo esse sistema de interações atuaria por meio de suas coordenadorias de acordo com as necessidades do curso e do campus, tendo em mente seu lugar em um sistema que não possui apenas estudantes do curso de RI e órgão legal como variáveis. A "CHAPA" vê que não pode ser um fim em si mesma, ou seja, não pode atuar como se fosse uma entidade avulsa. A “Viva Voz" prevê o diálogo e a cooperação com as outras entidades representativas do campus para que assim, atuando como um verdadeiro organismo que somos, possamos clamar nossas reivindicações, como assuntos relativos ao estado atual do campus, por exemplo, com mais efetividade.
Nós, se tivermos a oportunidade, trabalharemos assim, com relativa consonância com os outros órgãos representativos, devido às peculiaridades que cada órgão possui na sua maneira de gerir, e com a legitimidade garantida pela abertura de uma cadeia de comunicação extensa e acessível, para que o fluxo de produtividade realizada na universidade pública, conseqüência de seu dinamismo, não seja de caráter centrípeto, ou seja, fique dentro dos limites físicos da universidade, mas sim de um caráter centrífugo, no qual o conhecimento aqui produzido transcende os muros da universidade e alcance a sociedade, retribuindo assim o investimento que nos é confiado.
É necessário que, no final deste processo, questione-se quais são as reais fronteiras da universidade pública. Nós acreditamos que esta deva apresentar fronteiras subjetivas, produtos de uma interação entre sociedade e universidade na qual é impossível saber onde começa uma e acaba a outra. Nosso esforço é construir um caminho que começa na aproximação com os demais centros acadêmicos, uma vez que temos questões comuns a serem trabalhadas, e a partir daí identificar possíveis e prováveis colaborações acadêmicas de ensino, pesquisa e extensão.
É preciso deixar claro que este movimento de integração não implica em deixar de contemplar as ações que o Centro Acadêmico deve exercer para agregar ao curso de Relações Internacionais. Entendemos que além de se ver parte de um organismo maior, o CA deve estar sempre atento para as demandas e lacunas do próprio curso. A produção de eventos, o trabalho para que possamos trazer profissionais, pesquisadores e teóricos de qualidade deve ser intenso. Estaremos atentos para que o legado das duas últimas gestões, de produção de eventos, palestras e mini-cursos não seja deixado de lado, trabalharemos para ampliar não apenas de modo quantitativo, mas principalmente qualitativo, para que as necessidades dos estudantes de Relações sejam assim atingidas. Nós, “Viva Voz", não compartilhamos da visão de que o Centro Acadêmico deva fazer uma escolha por uma das várias necessidades que a Universidade Pública impõe a ele, mas trabalhá-las de forma integrada. Propomos com isto a construção de um calendário, que abarcará do nosso primeiro ao último mês de trabalho da nossa gestão, onde junto com os estudantes discutiremos a realização dos eventos, as datas, interesses entre outras coisas. Além de prever o período de co-gestão que se fizer necessário caso ao fim do nosso possível mandato, a gestão sucessora assim desejar.
Acreditamos que organização e planejamento são essenciais, mas contamos com algo mais, que pode fazer a diferença. Contamos com a vontade de todos os membros da chapa que desde o primeiro instante na Universidade Pública, entenderam que deveriam estar presentes e contribuir. Contamos com a experiência de membros da “Viva Voz” que são: Membros indiscutivelmente assíduos e ativos na atual gestão “Prisma”, Representantes Discentes e membros freqüentadores das R.A´s do Centro Acadêmico. Características únicas neste processo eletivo e que podem facilitar a adaptação, para uma possível gestão.
Em nosso processo de amadurecimento como Chapa nunca desconsideramos o movimento “político” do Curso de Relações Internacionais, e estamos satisfeitos em somar a este movimento e contribuir para que antigas divisões sejam superadas e que caminhos novos sejam pautados pelo cuidado à Universidade Pública, construção efetiva do nosso curso e pelo comprometimento com a representatividade.
A proposta para coordenadoria de Imprensa baseia-se na empatia com os alunos e na participação dos mesmos junto ao Centro Acadêmico e a Universidade.
· Site
Ferramenta para podermos ter um BLOG, no próprio site.
Levantamento de TODAS as gestões. (Membros, Período, Características pelos próprios membros, maiores dificuldades e principal conquista)
História do Curso de Relações Internacionais, no Brasil e na UNESP (Ênfase a UNESP-FRANCA).
Representantes Discentes (Fotos, Currículo Acadêmico, Foco de pesquisa se tiver. Mandato)
Grade do Curso (UNESP FRANCA) – Se possível disponibilizar as grades anteriores para mostrar evolução ou não.
Disponibilização do(s) PodCast’s, no site.
· PodCast’s
Das reuniões entre RD’s promovida pela gestão, irão resultar PodCast’s para informar os estudantes de forma diferente e interativa, sobre os órgãos internos da Universidade.
· Jornal Mensal
Informação relevante para os estudantes e para a Universidade como data de eventos, análises de problemas com o curso ou campus, etc
Artigos produzidos pelos estudantes e por Grupos de Pesquisa e Extensão relevantes a R.I.
Calendário de eventos do mês atual e do mês seguinte.
· Panfletos
Utilizar de panfletos, para abordar temas polêmicos ou que o CA entenda que é necessário gerar algum tipo de movimento política ou discussão mais intensa.
Plano de Ação para ÁREA ACADÊMICO-CULTURAL
· Trabalhar como regra geral para eventos, sempre na criação de uma comissão de ação para cada evento. O coordenador de eventos da gestão seria responsável (e com a ajuda de algum outro membro da gestão se necessário), pela gestão do evento, organização de tarefas. Mas como prioridade da chapa, queremos propor a mais efetividade e participação dos alunos na elaboração e efetivação dos eventos. Todo evento que a gestão fizer, deve ter um projeto inicial apresentado não só para gestão, mas em R.A., para que os alunos possam contribuir, mesmo ANTES da criação da comissão deste evento.
· Elaboração de um calendário, em conjunto com os estudantes, provavelmente na primeira R.A., para que possamos construir e projetar o ano de gestão com os alunos. Este calendário seria exposto nos murais e no site do CA, além de possibilitar à gestão certa tranqüilidade na questão tempo, para planejar os eventos e agir junto à burocracia da Universidade no que for necessário para a viabilização destes.
· Organização de palestras tanto de teor teórico (inclusive de áreas correlatas) como para tratar de temas internacionais imediatos.
· Elaboração de cursos focados na área profissionalizante, aprofundando áreas de interesse dos estudantes (como administração de empresas, negociações, etc).
· Participar da organização do II Fórum de Relações Internacionais (agora um evento institucionalizado pelo Conselho de Curso), por entendermos que este é essencial para a recepção dos calouros e discutir a autonomia da área (epistemológica e profissionalmente).
· Ação na semana do Bixo, principalmente na Comissão de Palestras. As palestras de recepção tem sido bastante enviesadas e não cumprem sua tarefa primordial que é de introduzir a universidade aos calouros.
· Organização e divulgação de Eventos Culturais
Plano de Ação para a ÁREA POLITICA
· Interação e dialogo entre os outros órgãos da faculdade e com os grupos de extensão, para nos situarmos melhor no lugar que ocupamos.
· CA, RD’s e discentes fazem parte de um corpo único. Interação com RD' s.
· Acompanhamento e representação nas reuniões dos colegiados.
· Levantamento dos pontos falhos do curso e da biblioteca através dos diversos meios de comunicação com o CA realizado pela coordenadoria de ensino pesquisa e extensão e ação conjunta com RD’s para solucioná-los.
· As questões do curso compreendem também as questões do campus, pois nele estamos inseridos. Principalmente nessa fase inicial da transferência de campus, muitos problemas se apresentam para serem resolvidos. A ação junto aos CA's é primordial neste momento, principalmente com a iminência da falta de gestão para o D.A. e reativação do Conselho de Entidades em seu lugar.
· Propor a realização de reuniões periódicas com a direção, além das reuniões da Congregação.
· Contato com outros CA’s de RI para realização de discussões permanentes entre as Universidades Públicas (exemplo, discutir FENERI).
Membros:
· Coordenador Geral –
Aline Andrade Rocha
· Coordenador Secretário –
Thaissa dos Santos Marques
· Coordenador Tesoureiro –
Thaisa Mayumi Kochi
· Coordenadoria de Política Interna –
Pedro Henrique de Carvalho Costa
· Coordenadoria de Política Externa –
Anneli Moraes Rabelo Nobre
· Coordenador de Eventos –
Aimée Costa de Carvalho Ramos
· Coordenador de Imprensa –
Renato Ferreira Ribeiro
· Coordenador de Ensino, Pesquisa e Extensáo –
Diego Lopes da Silva
· Suplentes –
Bianca Lucianne Fadel
Thiago Bernardes Ribeiro (Sinistro)
Meus queridos!
ResponderExcluirFico muito feliz com a mobilização de vcs! Feliz não só pelo curso, mas, principalmente, porque esse é um período de crescimento pessoal e ideológico muito importante! Aproveitem bem!!!
Claro que eu tenho algumas ressalvas com relação ao posicionamento de vcs, porque eu tive uma experiência muito diferente! Sou muito mais radical, como dizem...
Mas é por entender que cada um tem o seu momento e que cada um faz o melhor que pode com o seu período histórico, que eu não vou falar aqui o que eu penso. Até o ponto que eu sei vcs estão muito condizentes com a fase pela qual passa a UNESP-Franca e o curso...
O que importa mesmo de tudo isso é que vcs se propõem a por a mão na massa e lutar por aquilo que vcs acreditam! Isso é lindo!
Nunca percam essa essência!
Boa sorte nas eleições e aproveitem!